quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O QUE ESTAMOS A LER - 2º PARTE


EU - Ao fim de três livros não consegui adorar a Trilogia dos Mundos Paralelos de Philip Pullman, por mais que me esforçasse. Gostei do conceito geral de toda a história, mas nunca me senti inteiramente apegada às personagens nem ao enredo, excepto talvez num pequeno acontecimento ocorrido no 3º livro. Não gostei do final e isso também contribuiu para o meu desapontamento. Num livro repleto de fantasia tudo pode ser manipulado e o autor poderia ter dado um rumo diferente à história, na minha opinião.

Em Busca do Carneiro Selvagem de Haruki Murakami – A escrita do autor é bastante fluida e o livro lê-se muito bem, contudo a história não me cativou nem um bocadinho embora tenha passado o livro inteiro com aquela esperança que o livro me fosse surpreender a qualquer momento, o que não aconteceu. Talvez não seja simplesmente o meu tipo de história.

O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão de Eric Emmanuel Schmitt - Às vezes os livros pequenos tocam-nos mais do que um de maior volume e foi o que aconteceu com este. Foi uma leitura deliciosa que fiz em menos de duas horas, mas que me fez ansiar por mais. Fiquei surpreendida.


MARTA

Leu o “Enxofre” de Douglas Preston e Lincoln Child: ”O fim não fui muito surpreendente. Acaba por ser um livro cuja história inicial tinha muito potencial, mas a forma como se foi desenrolando não foi das melhores.”


Agora está a ler “O jogo de Gerald” de Stephen King:Estou a gostar muito, mas é preciso ter estômago para este livro... muito descritivo e bastante terror psicológico, não faço a mínima ideia de como pode acabar...vamos ver!”



MONICA M.

Leu “Belladona” de Anne Bishop: "Estive quase (quase nada) com pena do Devorador, pois até ele precisa da esperança do coração. A continuação do romance do Sebastian poderia ter sido um pouco mais desenvolvido, mas não é um livro sobre ele. De uma forma geral gostei, mas estava á espera de mais. "



MONICA R.

Leu "Orbias" de Fábio Ventura: "ODIEI!! É um insulto ao leitor, não sei como podem publicar um livro assim... fiquei extremamente ofendida pelo livro começar com uma lenda e no final do livro desmentirem essa lenda. As lendas fazem parte do património oral, podem não ser inteiramente reais (Tudo bem.) mas há uma personagem na história que é eterna, é tão antiga como a criação do mundo e o autor não se lembrou que pelo menos essa personagem tinha de saber a verdade... Compreendo que o autor queira surpreender, mas isso não lhe dá o direito de ofender a inteligência do leitor... É um livro sem ritmo, muito parado e que quando parece que vai avançar... arruína a história, já para não falar da quantidade de erros ortográficos... Não aconselho a ninguém. "

PATRICK

Leu "A Filha da Profecia" de Juliet Marillier: "Até há um capítulo atrás, não estava a gostar muito do livro, pela maneira que a personagem principal é tão cega em relação ao pai, uma personagem que já conhecíamos do livro anterior.
Fainne é tão teimosa, o livro já me estava a irritar – talvez por ter um começo tão diferente dos anteriores (fora da Floresta Sevenwaters). Entretanto, a historia está a desenrolar-se e finalmente vejo Fainne a seguir um caminho que esperava. Estou intrigado como é que este livro irá realmente acabar, visto que supostamente concluiu a trilogia. (Se esquecermos "O Herdeiro de Sevenwaters" que afinal, só foi publicado acerca de um ano.)
Aguardo a minha opinião final, embora duvido que goste tanto deste livro quanto gostei do primeiro, "A Filha da Floresta". "


PAULA

Leu o "Diario secreto de Ana Bolena" de Robin Maxwell: "Adoro o reinado Tudor (Inglaterra), com um especial carinho pela Anne Boleyn e pela Elizabeth I (faz-me tanta confusão passarem de Elizabeth para Isabel...). Adorei o livro, mesmo o fim não me desapontou. Sendo recheado com figuras históricas é claro que há coisas que não se podem mudar completamente, como por exemplo morte de personagens, e cabe ao autor escrever algo que não transmita ao autor algo sem qualquer tipo de emoção, com um fim completamente seco. A Robin Maxwell consegue com a história fazer viver a época e não dar um abismo de vazio, dando uma certa moral da história ou uma ideia de karma: o que é mau não serve só para nos deitar abaixo, mas ajudar a desenvolver/crescer. "

DIANA

Devido aos deveres e obrigações da faculdade tem estado a ler:

“A History of Reading”, de Alberto Manguel - "O autor tenta construir uma história sobre a evolução da leitura ao longo dos tempos, cruzando acontecimentos pessoais e históricos, sociais, em vários pontos do globo. É bastante interessante e descobrem-se coisas muito engraçadas."



Ao mesmo tempo anda a ler Ensaios de Virginia Woolf, o mais conhecido é” A Room of One's Own”. - Aqui ela faz a apologia da independência da mulher (ela escreve no início do século XX). Para a mulher poder ser criativa ela precisa de independência financeira e de um quarto só dela.

3 comentários:

JM disse...

Consideraste o livro "Orbias" assim tão mau? Já estou com um pé atrás... foi o livro escolhido para uma leitura conjunta em que vou participar. Espero que não fique com tão má impressão; de qualquer modo, se a minha opinião depois for de encontro à tua não foi por falta de aviso ;)
Obrigada**

Monica R. disse...

Na minha opinião foi muito mau porque primeiro que desenvolva leva umas dezenas de páginas e quando pensas que a equipa (6 guerreiras)está quase reunida... sai-te com uma reviravolta de que não estás à espera porque é tão estapafúrdia que não faz qualquer sentido... Eu compreendo que o autor queira surpreender, mas que o faça pela positiva e não se contradiga. Ele esqueceu-se de que algumas personagens são omnipresentes...

De qualquer maneira, boas leituras, ou não...

Mónica Rodrigues

nclivros disse...

Em Relação à trilogia «Mundos Paralelos» sou da mesma opinião, conseguimos apegarnos as personagens, ja quase no fim do 1º livro, que mudam logo no inicio do 2º quando tens a historia quase que garantida, ela muda subitamente, mas no mau sentido, acabas por ficar com a sensa´~ao que já não estás no mesmo livro.
quanto ao filme foi uma desilusão. nada corresponde ao que está no livro, em que misturam coisas do 1º e do 2º uma salganhada no fim.