quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Segredo de Cibele - Excertos

Contracapa:

Um objecto antigo...

Uma missão perigosa...

Um rasto de sinais mágicos.

Um triangulo amoroso supreendente...

Uma rapariga aventura-se pelas esquinas proibidas de uma cidade misteriosa e entra no Outro Reino encantado. Porém, conseguirá ela ultrapassar os inconcebíveis testes de bravura, sabedoria e amor verdadeiro?



-- Excertos:



" - Pirata bexigoso! - ouvi o nosso comandante gritar, conseguindo esgueirar-se.
O barco maior estremeceu, como se respirasse fundo, e passou pelo nosso. As duas embarcações pareciam duas bailarinas a efectuar uma graciosa pavana aquática. O vento soprou e arrancou-me o lenço vermelho. Quando o pedaço de pano escalarte passou entre os dois barcos, vi um homem a subir para a amurada do três mastros com uma facilidade assombrosa, perfeitamente equilibrado. O marinheiro agarrou-se a um cabo, inclinou-se para fora, sobre as àguas tumultuosas e apanhou o lenço no ar enquanto o navio continuava de vento em popa." (p. 13)


"Abruptamente, o enorme jovem caiu de joelhos, apanhando-me de surpresa. Os seus olhos ficaram quase ao nivel dos meus.
- É a mercadora que está à procura de um guarda-costas? - perguntou ele num grego fluente.
Sorri. Não pude evitar. Se me fosse dado voto na matéria, escolheria aquele gigante só por causa daquela pergunta." (p. 26)


"- É melhor ter cuidado com o Duarte Aguiar, Paula. Ele tem um grande encanto superficial como, sem dúvida, já reparou. As mulheres andam todas atrás dele. Porém, abaixo da superficie vive uma determinação sombria. E voçê é nova. Não deve envolver-se com um homem como ele.
- Fico avisada - disse eu com um sorriso, expressando uma confiança que não sentia. Apesar de o pouco que sabia do português ser mau, de certo modo gostara do nosso encontro embaraçoso, o meu dia ficara mais excitante." (p. 58)


"Quando o vendedor me entregava a musselina envolta num tecido protector, Stoyan apareceu com um pacote debaixo do braço.
A multidão afastou-se para o deixar passar.
- O seu cão de guarda está quase a ladrar - murmurou Duarte ao meu ouvido.
Através da seda fina do meu lenço, senti o calor da sua respiração. Um momento mais tarde, sem eu perceber bem como, o nosso guarda-costas estava entre mim e o português.
- Eu escolto-a, Kyria - disse ele, como se o outro homem fosse invisivel.
Espreitando em volta do volumoso corpo de Stoyan, vi Duarte encostado a um pilar, como se não fosse nada com ele." (p. 90)


"(...) Duarte pegou-me na mão, inclinou-se sobre ela e, com um olhar cheio de malícia, afastou-me do grupo que, entretanto, trocava observações jocosas.
- Com essa cor - disse ele em voz baixa - parece uma borboleta exótica, menina Paula. Ou um fruto tentador, talvez, vermelho por fora e creme por dentro. " (p. 144)


"- Paula. - A ira desaparecera na voz de Stoyan. - Vai correr tudo bem. Não chore, por favor.
- Não estou a chorar! - disse eu, furiosa. - Maldito Duarte Aguiar! A culpa é toda dele!
Mas não era. Duarte podia ter feito uma maldade ou duas, pelo menos, pondo a cadeia em movimento, mas eu era forçada a reconhecer que uma grande parte da responsabilidade era minha." (p. 190)


"- É uma rapariga muito corajosa, Paula - disse o pirata.
Eu ainda estava nos seus braços e parecia que ele não fazia tenção de me largar. O meu coração batia com toda a força, mas eu não sabia se de terror, alívio ou outra coisa completamente diferente.
- Estou orgulhoso de si - acrescentou ele num murmurio.
- O pensamento de que vou ter de fazer isto outra vez é que me preocupa - disse eu com um sorriso trémulo, afastando-me dele." (p. 238)


"O português tinha um corte na face, como que de uma chicotada, e em redor do braço uma serpente verde, brilhante, aparentemente tranquila, com os olhos pálidos transformados em duas fendas.
-Não me pergunte - disse ele num sorriso torcido. - Digamos que esta pequena amiga tinha muitas irmãs bastante maiores e menos amigáveis e que mudei de ideias em relação à minha habilidade com cordas. Se alguém me voltar a pedir para subir uma, enrolo-lha no pescoço." (p. 282)

1 comentário:

Cristina Bernardes disse...

Adorei ler este livro, alias como todos os outros de Juliet Marillier